Saiba como aproveitar as opções soteropolitanas de lazer gastando pouco
Por Julia Borges
Foto: Joel Guilherme Brito
Explorar Salvador sem gastar muito é um desafio cada vez mais comum para quem visita a capital baiana. Impulsionada pelo interesse de turistas nacionais e internacionais, a cidade vem registrando uma alta constante no custo de vida e nos preços dos passeios. Ainda assim, é possível estruturar um roteiro atrativo e acessível com planejamento e boas escolhas.
A riqueza cultural e histórica de Salvador desdobra-se em um mosaico de opções acessíveis que conciliam preservação da memória, manifestações artísticas e espaços de convivência ao ar livre.
Patrimônio Histórico e Artístico
A agenda de visitação gratuita em Salvador estende-se por instituições que cobrem desde a herança afro-descendente até a produção contemporânea. Com funcionamento diário e horários distintos de visitação, integram este circuito com entrada livre permanente:
- Casa do Benin: Salvaguarda da memória e das conexões históricas e culturais entre a Bahia e a África Ocidental.
- Museu de Arte Moderna (MAM) e Museu de Arte Contemporânea (MAC): Polos de fomento às artes visuais e de difusão de acervos modernos e vanguardistas.
- Museu da Gastronomia Baiana: Espaço dedicado à salvaguarda e interpretação das tradições culinárias que constituem a identidade local.
- Memorial 2 de Julho: Equipamento voltado à preservação da memória das lutas e dos personagens da Independência da Bahia.
- Capela das Relíquias: Espaço de preservação e visitação de acervo religioso e histórico.
- Caixa Cultural: Centro de exposições e eventos multidisciplinares no centro histórico.
- Acervo da Laje: valorizar a memória artística do subúrbio ferroviário.
- Casa do Museu Popular da Bahia do movimento "O museu é a rua".

Muncab valoriza a cultura afro-diaspórica e destaca a influência dela na identidade da cidade Foto: Joel Guilherme Brito
Circuito Especial de Quarta-Feira
Às quartas-feiras, a política de gratuidade é ampliada para acervos e memoriais interativos geridos pelo município e por instituições parceiras. O circuito inclui a Casa do Carnaval na Bahia, o Museu da Música Brasileira, a Casa das Histórias de Salvador, a Galeria Mercado, a Casa do Rio Vermelho (antiga residência dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai), além dos espaços dedicados aos legados fotográfico e plástico de Pierre Verger e Carybé.
Contemplação Urbana e Áreas Verdes
Para além dos espaços fechados, a geografia soteropolitana favorece a contemplação da paisagem urbana ao entardecer. Pontos como o Farol da Barra, a Ponta de Humaitá, o pátio da Aliança Francesa, o Forte de Santa Maria e a esplanada superior do Elevador Lacerda consolidaram-se naturalmente como mirantes naturais para a observação do pôr do sol sobre a Baía de Todos-os-Santos.
Para o público infantil e famílias, a cidade dispõe de parques ecológicos e espaços de lazer ao ar livre sem custo de ingresso, como o Parque da Cidade, o Parque de Pituaçu, o Jardim Botânico, o Jardim Zoológico e a Lagoa dos Dinossauros. O Planetário da UFBA complementa o circuito de conhecimento e lazer da capital, oferecendo sessões científicas e astronômicas. Vale destacar que o espaço opera com bilheteria para o público geral, reservando a gratuidade para grupos de escolas públicas, inscritos no CadÚnico e membros da comunidade universitária.
Cultura Urbana
Além dos equipamentos tradicionais, a cena cultural de Salvador é movimentada pelas batalhas de rima e encontros gratuitos que ocupam praças e espaços públicos da cidade. Eventos que dão vida à cultura hip-hop local:
Batalha da Torre; Slam das Minas; Aruanda arena; Batalha das Bruxas;
Essas são algumas opções acessíveis de passeios, o lazer pode e deve ser tão plural quanto a identidade da cidade.